sábado, 2 de julho de 2016

Meu protesto - Mário Celso Rodrigues


     Da maconha à cocaína é um pulo. Não importa se no Rio ou na Jamaica. Há "intelectuais idiotas e covardes" que podem pagar um tratamento, e, há os pobres coitados que se iludem com os tais "intelectuais idiotas e covardes" que fazem apologia a essa desgraça satânica... Conheço, oro, acompanho e choro por quem está com a vida desgraçada por este vício miserável. Nunca param com a maconha, querem experimentar algo mais forte e, então passam a usar a cocaína, um dia, não tendo mais o que vender ou roubar da família para pagar as poucas gramas que custam uma fortuna passam para o crack.
     Então vem uma "intelectual" idiota e covarde em um programa de audiência nacional fazer apologia à maconha, se um dia cair na desgraça do vício, com certeza não chegará no poço usando o destrutivo crack, terá dinheiro e com certeza a emissora ajudará a pagar um tratamento em uma clínica de referência. O que não acontece com o pobre coitado assalariado ou estudante que, certamente, cairá numa desgraça sem retorno.
     Este tipo de atitude merece uma condenação pelos supremos tribunais de qualquer nação... Isto é uma "apologia que destrói uma nação".

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Habacuque - Israel Belo de Azevedo

Ainda que a vida hoje não floresça,
partida por perda que traz do abismo a beira,
roída na raiz pela dor da doença,
que prontidão atenta e absoluta requeira.
Ainda que entre os meus, a dissonância cresça,
minha alma se seque como estéril figueira.
Do que tenho apenas reste uma rala esteira,     
e meu próximo momento eu não conheça.

Eu orarei ao Pai para que me sustenha,
                                       eu esperarei que seu sustento me venha,
                                       até que Ele me sussurre suas respostas.

Porque sei que toda a minha angústia Ele sente,
porque sinto que comigo Ele está presente,
Eu agora me lanço sobre suas costas.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Indecisão - Mário Celso Rodrigues

Não tenho ficado triste, lágrimas tenho derramado... Mais poesias ao meu louvor tenho acrescentado... Minha revolta, o amor tem suplantado. Por vezes minha ironia tem me sufocado... Paro e reflito e, então, tenho me perdoado.
Com néscios tenho me deparado, os débeis tem me aconselhado... Os sábios - eu os tenho observado... Vou seguindo numa paranoia com tempo determinado. Obstáculos tenho vencido na altivez de meu grito ou na docilidade de um quase sorriso, corro parado na ânsia de chegar... a algum lugar... qualquer lugar, em lugar nenhum quero minha nau atracar.

Deixar meus sonhos serem levados pelas ondas calmas de um mar bravio... Ser contraditório, dizer “sim” enquanto o coração diz um sonoro “não”.

domingo, 12 de junho de 2016

DONO DA VIDA - Pr. Samuel de Souza

Quem, nesse mundo, é dono de si mesmo?
Quem dita seu nascer ou sua morte?
Quem poderá dizê-lo: Eu farei,
Ou confirmar, vaidoso: sim, sou forte?

Certamente que todos somos frágeis.
Nosso viver é sempre relativo.
Alguns mais, outros menos resistentes
Ao enfrentar aqui, da vida, o crivo.

Só Jesus a quem canto neste verso,
Tem em Si mesmo, a vida que é eterna.
Tem, em Si mesmo, o domínio do universo.

Jesus, Senhor do céu, Senhor da terra,
Senhor de nossa vida, Deus, Poder,
A Ele, a glória que, em Si mesmo, encerra!  

sábado, 14 de maio de 2016

ODE A ISRAEL - Gióia Jr. (adptado)

ODE A ISRAEL
68 anos de sol
68 anos de mar
68 anos de mel
68 anos de vida de Israel!

68 anos de dor
68 anos de amor
68 anos de fel!
68 anos de lutas de Israel!

Um passado ao sabor
da vingança e da dor
da esperança maior –
Um passado glorioso de Israel!
para a festa de paz
para a festa de quem
se manteve fiel
brilha e tremula a estrela de Israel!

Comparecem de longe os heróis do passado,
o patriarca Abraão e o filho bem-amado
Isaque – e do seu sangue a semente fiel
Esaú e Jacó – vergônteas de Israel –,
comparece Davi – poeta e sonhador,
declarando feliz que Deus é seu pastor –
e dele o filho sábio e notável varão
cujo nome é uma glória e um marco: Salomão;
e para a sagração destes gloriosos dias
vêm profetas e reis – Oséias, Isaías,
Jeremias, Amós, Daniel, Ezequiel –,
68 anos faz agora o Estado de Israel!

E chegaram para a festa os mártires e os sábios,
os mortos de Teblinka e as sombras de Dachau,
Einstein, Freud e também os poetas e os músicos,
os artistas, os bons – os líderes de todas
as correntes de luz do pensamento humano –
e os soldados de agora e os que estão para vir,
herdeiros de Dayan e de Goda Meir,
numa festa de luz, de movimento e som,
evocando Moisés e ouvindo Ben Gurion.

Dia maior.
Marco inicial,
o deserto florindo
e o mar brilhando em sal,
o trabalho mostrando o caminho seguro
da glória do presente e da paz do futuro.

Cantai, jovens, dançai, saltitai em flores,

o Negueb é um jardim,
o Horeb é um manancial;
crianças, dai as mãos numa enorme ciranda,
o Jordão é um caminho, o Hebrom  é uma guirlanda,
a terra é um doce ninho
amigo e maternal!

Que os sons de Jericó, as mágicas trombetas
ecoem proclamando o exército fiel
e que a bandeira azul da estrela de Davi
tremule imaculada, excelsa, insubmetida,
mostrando às multidões a Terra Prometida
e cantando o esplendor da Glória de Israel!








domingo, 8 de maio de 2016

Minha mãe - Mário Celso Rodrigues


     Continuas sendo a poesia que faz palpitar meu coração, cada estrofe de teu sábio olhar e a melodia de tua voz, formam a mais doce canção que meus ouvidos não esquecem... A meiguice de teu olhar nenhum poema substituirá.
     


     Chamou-te o Senhor... Partiste para tão longe, mas, sinto-te bem perto. Neste momento solene e quente, gotas macias da saudade, minha fronte acaricia... Breve haverá o reencontro... Não sei se distante ou perto está o dia. 
     


     Não, não me importo quando será este momento, somente o sabe quem nos criou, hoje me importa o que guardo com carinho... O calor de seu abraço que minhas lágrimas enxugou, a doçura de seus gestos me indicando por onde deveria seguir. E, quando precisei, eras meiga em dizer-me o quanto errei... Tu partiste, estás num distante bem perto... 



     Cada palavra por ela proferida, foi a linha de uma estrofe que formou o poema que hoje declamo...

terça-feira, 5 de abril de 2016

MENINO POBRE - Gióia Jr.

Menino pobre do meu bairro, triste,
existe um verso em teu olhar profundo;
é que em tua pessoa subsiste
a miséria tristíssima do mundo...

Menino pobre do meu bairro, existe,
em teu olhar um sentimento fundo:
choras a dor de haver um mundo triste
dentro do grande e colorido mundo.

Menino pobre do meu bairro, grita,
para que escutem tua voz tremente,
amargurada, enfraquecida e aflita;

pelos irmãos que dantes não gritaram,
clama nas ruas angustiosamente,
exige o pão que os homens te roubaram!