quarta-feira, 29 de junho de 2016

Habacuque - Israel Belo de Azevedo

Ainda que a vida hoje não floresça,
partida por perda que traz do abismo a beira,
roída na raiz pela dor da doença,
que prontidão atenta e absoluta requeira.
Ainda que entre os meus, a dissonância cresça,
minha alma se seque como estéril figueira.
Do que tenho apenas reste uma rala esteira,     
e meu próximo momento eu não conheça.

Eu orarei ao Pai para que me sustenha,
                                       eu esperarei que seu sustento me venha,
                                       até que Ele me sussurre suas respostas.

Porque sei que toda a minha angústia Ele sente,
porque sinto que comigo Ele está presente,
Eu agora me lanço sobre suas costas.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Indecisão - Mário Celso Rodrigues

Não tenho ficado triste, lágrimas tenho derramado... Mais poesias ao meu louvor tenho acrescentado... Minha revolta, o amor tem suplantado. Por vezes minha ironia tem me sufocado... Paro e reflito e, então, tenho me perdoado.
Com néscios tenho me deparado, os débeis tem me aconselhado... Os sábios - eu os tenho observado... Vou seguindo numa paranoia com tempo determinado. Obstáculos tenho vencido na altivez de meu grito ou na docilidade de um quase sorriso, corro parado na ânsia de chegar... a algum lugar... qualquer lugar, em lugar nenhum quero minha nau atracar.

Deixar meus sonhos serem levados pelas ondas calmas de um mar bravio... Ser contraditório, dizer “sim” enquanto o coração diz um sonoro “não”.

domingo, 12 de junho de 2016

DONO DA VIDA - Pr. Samuel de Souza

Quem, nesse mundo, é dono de si mesmo?
Quem dita seu nascer ou sua morte?
Quem poderá dizê-lo: Eu farei,
Ou confirmar, vaidoso: sim, sou forte?

Certamente que todos somos frágeis.
Nosso viver é sempre relativo.
Alguns mais, outros menos resistentes
Ao enfrentar aqui, da vida, o crivo.

Só Jesus a quem canto neste verso,
Tem em Si mesmo, a vida que é eterna.
Tem, em Si mesmo, o domínio do universo.

Jesus, Senhor do céu, Senhor da terra,
Senhor de nossa vida, Deus, Poder,
A Ele, a glória que, em Si mesmo, encerra!  

sábado, 14 de maio de 2016

ODE A ISRAEL - Gióia Jr. (adptado)

ODE A ISRAEL
68 anos de sol
68 anos de mar
68 anos de mel
68 anos de vida de Israel!

68 anos de dor
68 anos de amor
68 anos de fel!
68 anos de lutas de Israel!

Um passado ao sabor
da vingança e da dor
da esperança maior –
Um passado glorioso de Israel!
para a festa de paz
para a festa de quem
se manteve fiel
brilha e tremula a estrela de Israel!

Comparecem de longe os heróis do passado,
o patriarca Abraão e o filho bem-amado
Isaque – e do seu sangue a semente fiel
Esaú e Jacó – vergônteas de Israel –,
comparece Davi – poeta e sonhador,
declarando feliz que Deus é seu pastor –
e dele o filho sábio e notável varão
cujo nome é uma glória e um marco: Salomão;
e para a sagração destes gloriosos dias
vêm profetas e reis – Oséias, Isaías,
Jeremias, Amós, Daniel, Ezequiel –,
68 anos faz agora o Estado de Israel!

E chegaram para a festa os mártires e os sábios,
os mortos de Teblinka e as sombras de Dachau,
Einstein, Freud e também os poetas e os músicos,
os artistas, os bons – os líderes de todas
as correntes de luz do pensamento humano –
e os soldados de agora e os que estão para vir,
herdeiros de Dayan e de Goda Meir,
numa festa de luz, de movimento e som,
evocando Moisés e ouvindo Ben Gurion.

Dia maior.
Marco inicial,
o deserto florindo
e o mar brilhando em sal,
o trabalho mostrando o caminho seguro
da glória do presente e da paz do futuro.

Cantai, jovens, dançai, saltitai em flores,

o Negueb é um jardim,
o Horeb é um manancial;
crianças, dai as mãos numa enorme ciranda,
o Jordão é um caminho, o Hebrom  é uma guirlanda,
a terra é um doce ninho
amigo e maternal!

Que os sons de Jericó, as mágicas trombetas
ecoem proclamando o exército fiel
e que a bandeira azul da estrela de Davi
tremule imaculada, excelsa, insubmetida,
mostrando às multidões a Terra Prometida
e cantando o esplendor da Glória de Israel!








domingo, 8 de maio de 2016

Minha mãe - Mário Celso Rodrigues


     Continuas sendo a poesia que faz palpitar meu coração, cada estrofe de teu sábio olhar e a melodia de tua voz, formam a mais doce canção que meus ouvidos não esquecem... A meiguice de teu olhar nenhum poema substituirá.
     


     Chamou-te o Senhor... Partiste para tão longe, mas, sinto-te bem perto. Neste momento solene e quente, gotas macias da saudade, minha fronte acaricia... Breve haverá o reencontro... Não sei se distante ou perto está o dia. 
     


     Não, não me importo quando será este momento, somente o sabe quem nos criou, hoje me importa o que guardo com carinho... O calor de seu abraço que minhas lágrimas enxugou, a doçura de seus gestos me indicando por onde deveria seguir. E, quando precisei, eras meiga em dizer-me o quanto errei... Tu partiste, estás num distante bem perto... 



     Cada palavra por ela proferida, foi a linha de uma estrofe que formou o poema que hoje declamo...

terça-feira, 5 de abril de 2016

MENINO POBRE - Gióia Jr.

Menino pobre do meu bairro, triste,
existe um verso em teu olhar profundo;
é que em tua pessoa subsiste
a miséria tristíssima do mundo...

Menino pobre do meu bairro, existe,
em teu olhar um sentimento fundo:
choras a dor de haver um mundo triste
dentro do grande e colorido mundo.

Menino pobre do meu bairro, grita,
para que escutem tua voz tremente,
amargurada, enfraquecida e aflita;

pelos irmãos que dantes não gritaram,
clama nas ruas angustiosamente,
exige o pão que os homens te roubaram!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Verde/ Amarelo/Azul e Branco X Vermelho - Mário Celso Rodrigues




Não trocaremos o vermelho do sangue de um povo patriota que ama...
... E trabalha para o engrandecimento da nação, berço acolhedor.
Pela ganancia vermelha de uns poucos visionários do poder.
Os patriotas amam o verde que desfralda no deliciar da brisa.

Jamais haveremos de trocar  o orgulho de um povo ordeiro...
... Que não foge à luta e valoriza o labor, pelo pachola zombador.
Nunca o amarelo será substituído pelo vermelho opressor...
... Os patriotas não permitirão os enganos do usurpador.

Não ao fraude  vermelho,  vergonhosas mentiras e despudor...
Sim ao azul que pelo céu transpõe fronteiras...  E, no além-mar
canta bem alto o hino que simboliza o nosso esplendor...
...  O valor de nosso povo, sua garra e pudor.

Proclamamos e amamos a paz... A alvura das estrelas
Jamais serão trocados pelo vermelho da guerra...
...  Da ambição incontinente dos sem-caráter,
Que pensam ter tomado... roubado para si o amado BRASIL.